Outro dia, um frio de rachar,
Passei horas a pensar.
Somos tão incoerentes,
Que só me resta gargalhar.
Queremos e queremos um sofá,
Para depois ninguém sentar.
Brigamos por uma mesa,
Que ninguém pode sujar.
Até o gato, coitado,
Não quero nem escovar.
Do trabalho, tão sonhado,
Só faço reclamar.
E a casa, tão bonita,
Compramos, mas ninguém vem visitar.
O carro, então, que piada,
Não dá nem prá passear.
A geladeira é sempre cheia,
Mas não quero cozinhar.
Queremos mesmo um marido,
Mas deixamos ele prá lá.
O filho, tão esperado,
Arrumo alguém prá cuidar.
Aquele amigo? Que chato!
Não quero nem conversar.
Até mesmo essa história,
De vir pro Canadá -
Perdemos as coisas de vista,
E deixamos a família prá lá.
A igreja, coisa boa.
Mas só vou prá badalar.
Servir na cozinha, tá louco!
Não quero louça lavar.
No coro até que canto,
Mas não quero ensaiar.
Fico sentado no banco,
Ouvindo o pastor pregar,
Mas quando bem preciso,
A Palavra não vou praticar.
Nem mesmo chego na hora,
Para juntos poder cantar;
Nem lembro que isso é importante,
Que faz parte de adorar.
Na verdade quero achar,
Que em torno de mim, o mundo vai girar.
Porque de Deus quero mesmo,
É tudo de bom ganhar.
Não quero me comprometer,
e botar tudo a perder.
Mas não vá desanimar;
Isso tudo pode mudar.
Se a Deus se entregar,
E a Bíblia estudar.
(de Luisa Cisterna)
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirehhhhhhhhhhhh brava sorella in law...amei sem falar que e' muito seria a mensagem. Quando sai o livro de poesias??? baci qui della'Italia.
ResponderExcluirNão conhecia mais esse seu talento!
ResponderExcluirMuito bom!
Bjs
Falta sair o cordel...ou uma sketch, quem sabe. Muito bom!
ResponderExcluirNossa! ! ! quanta verdade preciso me consertar. . .
ResponderExcluirQue DEUS tenha misericordia disso que chamamos de vida.
ResponderExcluirMuito bom!!!
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