sábado, 21 de janeiro de 2012

Incoerência

Outro dia, um frio de rachar,

Passei horas a pensar.

Somos tão incoerentes,

Que só me resta gargalhar.


Queremos e queremos um sofá,

Para depois ninguém sentar.

Brigamos por uma mesa,

Que ninguém pode sujar.


Até o gato, coitado,

Não quero nem escovar.

Do trabalho, tão sonhado,

Só faço reclamar.

E a casa, tão bonita,

Compramos, mas ninguém vem visitar.


O carro, então, que piada,

Não dá nem prá passear.

A geladeira é sempre cheia,

Mas não quero cozinhar.


Queremos mesmo um marido,

Mas deixamos ele prá lá.

O filho, tão esperado,

Arrumo alguém prá cuidar.

Aquele amigo? Que chato!

Não quero nem conversar.


Até mesmo essa história,

De vir pro Canadá -

Perdemos as coisas de vista,

E deixamos a família prá lá.


A igreja, coisa boa.

Mas só vou prá badalar.

Servir na cozinha, tá louco!

Não quero louça lavar.

No coro até que canto,

Mas não quero ensaiar.


Fico sentado no banco,

Ouvindo o pastor pregar,

Mas quando bem preciso,

A Palavra não vou praticar.


Nem mesmo chego na hora,

Para juntos poder cantar;

Nem lembro que isso é importante,

Que faz parte de adorar.


Na verdade quero achar,

Que em torno de mim, o mundo vai girar.

Porque de Deus quero mesmo,

É tudo de bom ganhar.

Não quero me comprometer,

e botar tudo a perder.


Mas não vá desanimar;

Isso tudo pode mudar.

Se a Deus se entregar,

E a Bíblia estudar.


(de Luisa Cisterna)

7 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. ehhhhhhhhhhhh brava sorella in law...amei sem falar que e' muito seria a mensagem. Quando sai o livro de poesias??? baci qui della'Italia.

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  3. Não conhecia mais esse seu talento!
    Muito bom!
    Bjs

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  4. Falta sair o cordel...ou uma sketch, quem sabe. Muito bom!

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  5. Nossa! ! ! quanta verdade preciso me consertar. . .

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  6. Que DEUS tenha misericordia disso que chamamos de vida.

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